terça-feira, 17 de abril de 2012

Verdades e Mitos sobre a Páscoa


Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data.


A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, “páscoa”, vem da palavra hebraica pessach que significa “passar por cima”, uma referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte “passou” aquela casa. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da “páscoa” como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.



Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração de uma delas em Jerusalém. Sua ressurreição ocorreu no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira (há quem defenda a quarta-feira), a “sexta da paixão” entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo.



Na quinta-feira à noite, antes de ser traído, enquanto Jesus, como todos os demais judeus, comia o cordeiro pascoal com seus discípulos em Jerusalém, determinou que os discípulos passassem a comer, não mais a páscoa, mas a comer pão e tomar vinho em memória dele. Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz.



Portanto, cristãos não celebram a páscoa, que é uma festa judaica. Para nós, era simbólica do sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, cujo sangue impede que o anjo da morte nos destrua eternamente. Os cristãos comem pão e bebem vinho em memória de Cristo, e isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo.



A Páscoa, também, não é dia santo para nós. Para os cristãos há apenas um dia que poderia ser chamado de santo – o domingo, pois foi num domingo que Jesus ressuscitou de entre os mortos. O foco dos eventos acontecidos com Jesus durante a semana da Páscoa em Jerusalém é sua ressurreição no domingo de manhã. Se ele não tivesse ressuscitado sua morte teria sido em vão. Seu resgate de entre os mortos comprova que Ele era o Filho de Deus e que sua morte tem poder para perdoar os pecados dos que nele creem.



Por fim, coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.



Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa. 



Eu opto por esta última.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pobres ateus

Por Ariovaldo Ramos

 Disseram-me que o ateísmo está crescendo.
Fiquei a pensar… Quem quer o mundo oco e solitário dos ateus?
Não eu!
Eu quero o mundo povoado dos cristãos, dos judeus, dos muçulmanos, dos animistas…
Quero um mundo onde a gente não esteja só.
Um mundo com anjos de pé e caídos.
De entidades, de elfos, de mística, de mágica, de mistérios…
Quero o mundo onde os tambores invoquem.
Onde a multidão de línguas estranhas dos pentecostais façam os seres da escuridão retroceder.
Quero o mundo que produziu Beethoven que, surdo, dizia ouvir a música que Deus queria escutar, a quem aplaudiu na nona.
Que produziu Shakespeare, que disse que havia mais entre o céu e a terra, do que supõe a nossa vã filosofia, e que valia morrer por amor.
Que desafiou Mozart a zombar de Deus enquanto, qual o profeta Balaão, só conseguia emitir os sons que boca de Deus entoa!
Quero o encanto catártico de Haendell gritando ALELUIA! de forma arrebatadora!
A beleza de Bach nos fazendo ver a paz da Família Eterna.
Quero mundo das lindas e majestosas catedrais e dos pregadores das praças, das esquinas, dos caminhos…
Da riqueza sonora profunda dos cantos gregorianos e dos vociferantes pregadores: convocando os homens a mudar e o Espírito Santo a se levantar contra o mal.
Quero o mundo que faça um ser humano, diante a pior das borrascas, ver o seu salvador andando sobre o mar, anunciando a possibilidade.
Aquele em que o guerreiro, diante da incerteza, se ajoelha perante o Eterno e se levanta com um brilho nos olhos, certo de que tem uma missão, um motivo para brandir a espada, porque se há de correr o sangue humano, tem de haver uma razão, que dando significado a vida o faça não temer a morte.
Um mundo de poetas e romancistas, que fazem a morte gerar vida, que contam histórias porque, em meio ao mais insano, há algo para contar, e se há o que contar, então significa; e se há como contar, então há um significante anterior, de modo que, por mais que cada leitor possa, de alguma maneira, reinventar, ninguém consegue negar que leu e, se leu, podia ser lido.
Quero a fé que faz uma menina entrar numa das melhores faculdades do pais, sonhando que, um dia, tudo o que sabe ajudará um ser desprovido de tudo, num dos miseráveis cantões do planeta, a sorrir com esperança!
Quero a loucura dos missionários que abandonam tudo no presente, certos de que levarão milhares a viver o futuro.
Quem quer o socialismo frio do ateus?
Eu quero o socialismo dos crentes que, em meio à marcha dos trabalhadores e, diante do impasse do confronto com as forças do estabelecido, grita ao megafone: companheiros, avancemos! Deus está do nosso lado!
Da ciência não quero as equações, quero o grito de “Eureka!”, onde o cálculo se mistura com a revelação.
Da matemática quero a música, a certeza de que há sons no universo, que não só os podemos cantar, mas que há quem nos ouve.
Que ouviremos a grande e última trombeta, que reunirá toda a criação para o canto da redenção.
Eu não quero capitalismo nenhum, mas prefiro o dos seres humanos que acreditavam que o trabalho é um culto ao Criador e que o seu produto tinha de gerar um mercado a serviço do bem.
Quem quer o capitalismo consumista dos ateus, que reduz a vida ao aqui e agora, e transforma todos em desesperados que, pensando que não sobrará para eles, correm para acumular para o nada?
Os ateus dizem que evoluímos, mas que não vamos para lugar nenhum; que a ciência pode tudo; que verdade é a palavra dos vencedores; que os mais fortes sobreviverão, e que é o direito natural deles.
Não! Mil vezes não!
Quero o mundo onde os fracos tenham direito ao Reino; onde os mansos herdarão a terra; onde os que choram serão consolados; onde os que têm fome e sede de justiça serão fartos; onde os que crêem na justiça estejam prontos a morrer por ela; onde os mortos ressuscitarão.
Quem quer um mundo explicado, onde tudo é virtude ou falha de um neuro-transmissor qualquer?
Quero um mundo onde a fé , o amor e a paixão curem, mudem histórias e construam caminhos! Onde os artistas tenham o que registrar!
Um mundo onde o sol nasça e se ponha, onde as estrelas, polvilhando o infinito, apontem um caminho, falem da esperança de uma grande e decisiva família, e que qualquer ser humano ao ver isso, não se envergonhe de falar: maravilha! Um Deus fez isto!
Mas não quero a teologia técnica…
Quero o Deus apaixonado dos cristãos, que abandona sua Glória e se faz gente, trazendo a divindade para a humanidade e, ressuscitado, ao voltar, leva a humanidade para a divindade!
Quero o Deus inquieto de Israel, o pai dos judeus, com quem é possível lutar.
Quero do Deus que se permite ser detido por um Jacó.
Quero o Deus chorão de Jesus de Nazaré, que mesmo a gente tendo brigado com Ele, nunca conseguiu brigar conosco.
O Deus Pai, Mãe e Filho que repartiu conosco o privilégio de ser!
Quero o mundo do medo do desconhecido, e do maravilhar-se com o desconhecido: o mundo do encanto.
Como disse o pai da filosofia moderna, o que se descobre ser ao pensar, precisa de um mundo para aterrissar, precisa que haja alguém que faça pensar valer a pena, alguém que, ao fim, é da onde se pensa, e se ele não existe, então nada existe, porque o que pensa não tem como pensar a partir de si.
Quero o mundo que ri da finitude; que desdenha das limitações; que resiste ao sofrimento; que olha para o infinito sabendo que nossa existência não é determinada pela morte ou por nossas impossibilidades; que não somos frutos de um acidente.
Quero mundo que se sustenta na fé de que ressuscitaremos, de que brilharemos como o sol ao meio dia; de que vale a pena lutar pelo bem; de que vale a pena existir!


Retornando

DK


sábado, 17 de dezembro de 2011

O natal é inspirador!!


Há muitos anos venho ouvindo críticas,  palavras preconceituosas, e outras dificuldades envolvendo a data do natal. No início de minha caminhada critiquei um pouco o natal, influenciado por pessoas com poucas informações, e assim  defendi um ponto de vista sem conhecer a grandiosidade do mesmo. Isso mesmo, até porque a moda natalina entre muitos cristãos é falar contra o natal, é bacana falar de um assunto que não conhecemos e confesso, fazia a mesma coisa até realmente me aproximar da representação natalina.


O natal, segundo Claudionor Correa de Andrade, é um dia observado pelos cristãos ocidentais para comemorar o nascimento do Senhor Jesus Cristo: 25 de dezembro. Essa definição não é somente protestante, mas católica também, onde o nosso pais e muitos outros lembram das mais variadas  formas a graça divina sobre a humanidade. Sobre a data exata do nascimento é um pouco confuso identificarmos, no inicio do cristianismo já havia divergências a respeito da data comemorativa. Nos primeiros séculos o dia oficial, ora dia 6 de janeiro, ora dia 25 de março, e em alguns lugares dia 25 de dezembro. A data oficial foi sancionada pelo papa Julio I, no IV século, a mesma escolhida foi o dia 25 de dezembro. Bom, somente para conhecimento o mesmo papa foi um grande defensor da doutrina Trinitariana, inclusive abrigando Atanásio em um período de seu exílio fé. Vários motivos levaram há esse dia, uma delas (talvez esteja aqui o problema) foi a ideia de “cristianizar” algumas festas pagãs realizadas justamente nessa data: a festa mitraica. A festa mitraica, era uma festa persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos, onde nesse dia comemorava o nascimento do vitorioso sol, e  várias outras festividades de correntes solstício do inverno como os saturnalia de Roma, e os cultos solares entre os celtas e os germânicos. As noites nesses lugares eram mais frias e longas e os povos pagãos ofereciam sacrifícios propiciatórios e suplicavam o retorno da luz. Surge ai a liturgia natalina Cristã retomando claramente a ideia de Cristo como a verdadeira luz do mundo.

Pensando no natal Cristão, se falarmos do sentido natalino  não podemos desprezar o que a Bíblia nos diz, e  temos que começar citando alguns textos  que o retratam muito bem:

 E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Miquéias 5:2

Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel. Isaías 7:14

 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto. Isaías 9:6-7

Considerando esses textos (existem muitos outros), um dos motivos (porque não dizer o principal) do natal é o período de reflexão sobre a doutrina da encarnação do Verbo, que deveria ser um dos motivos mais fortes. No Antigo Testamento percebemos que o momento de expectativa era o nascimento do “libertador” do povo e todos aguardavam com ansiedade,  principalmente após o domínio babilônico sobre Israel.  Quando os escritores dos evangelhos começam  retratar as mensagens do nascimento citam profecias do AT, sempre com grande alegria. No relato do nascimento não podemos deixar passar desapercebido os louvores entoados pelos anjos, como descrito por Lucas, e deveriam ser pronunciado por todos os homens: O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.  E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.  Lucas 2:10-14.

Infelizmente hoje a data é mais comercial do que cristã, os valores á objetos, símbolos natalinos, são tão enfatizados  que o verdadeiro sentido do natal é sufocado a cada dia. Um dos grandes exemplos  são os motivos errados para  presentear uma criança: moeda de troca por comportamento. Bom, pelo menos é o que consigo enxergar quando vejo um pai dizer ao seu filho: vai ganhar esse presente porque passou de ano, se comportou, e justamente o dia da entrega é o natal. Em muitos lugares percebe-se apenas os lucros quando se toca na data, as somas em porcentagem sempre aparecem: queremos um aumento de 20, 30 até mesmo 40% em relação ao natal passado, e assim vai. Até ai nada a se preocupar, até porque o pensamento envolvendo  o mundo é esse, e não é novidade, mas o que me preocupa é os cristãos absorverem a moeda de troca com as crianças, fixar em seus lares o pensamento mundano, e o “espírito” natalino do mundo fazer parte de um lar que digamos, se identifique como cristão.

A data é um problema à considerar também pelo fato de ser confuso o dia especifico. O que temos ,como Claudionor cita, é “um dia observado pelos cristãos”. Bom, dias específicos temos vários, mas deixamos de observar citando o primeiro dia da semana, morte, ressurreição e festa de pentecostes, além de outras datas específicas e muito importantes para o cristianismo. Mas o natal é um pouco diferente, não envolve apenas uma forma de cristianismo, são várias expressões cristãs no mundo que  nesse dia lembram da vinda a terra não de qualquer pessoa, mas a Segunda Pessoa da Trindade, de católicos romanos a protestantes.

A pergunta que fica no meio desse texto todo é: e agora, o que faço? Essa seria minha fala também (rs), mas vamos refletir da seguinte forma:

1 – Sobre o paganismo envolvendo a data. É difícil para um cristão ter que engolir isso, mas se lembrarmos um pouco temos vários motivos para não usarmos algumas expressões comuns em nosso vocabulário, pelo fato de ser tirado da mitologia, usos comuns por povos pagãos etc. olha só: a palavra igreja é grega e não cristã, pentecostes é judaico, cruz é romana, liturgia é grega e essas palavras no inicio de seu uso não expressam nem um pouquinho a fé cristão. Poderia citar  tantas outras palavras  e datas que “cristianizamos” sem perceber. Devemos lembrar também que, a intenção do papa  não era das piores, até porque a historia nos apresenta um homem piedoso e defensor da fé trinitariana. Temos manias de cristianizar tudo e não vejo problema nessa data.

2 – Sobre a data específica que comemoramos. Como havia escrito devemos lembrar o verdadeiro sentido do natal, ainda que seja nessa data, que é a encarnação do Verbo. Devemos tirar  toda atenção do mundo no seu 13º salário, indicando onde você deve gastar, as lojas chamando os clientes com mega-promoções, os símbolos natalinos sufocando o sentido... Como cristãos autênticos não poderíamos esquecer a mensagem dos anjos aos pastores: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo.

3 - Sobre os símbolos, eu voltaria atenção ao problema da data. Se sua consciência pesa com a guirlanda, árvores natalinas, luzes, talvez fosse interessante evitar. Mas não procure fazer terrorismo com seus filhos usando esses símbolos, eles acabam atraindo as crianças pela beleza e ela não entenderá. Se seus filhos ficam encantados com tudo isso (dificilmente não), explique o sentido cristão: da árvore (há uma historia envolvendo Lutero mas não posso garantir sua veracidade), das luzes, da guirlanda, e tente apresentar o lado belo, sempre focando a encarnação do Verbo, talvez ajuda bastante.

Concluo dizendo, não sou contra a comemoração em um dia especifico, mas tenho restrições ao foco que tem apresentado o natal. De um lado totalmente mundano, de outro, um lado terrorista tentando achar chifres em cavalos. Como um cristão moderado, tenho sempre o cuidado e devo pesar minhas atitudes para não trazer problemas futuros.

A Deus toda a glória

Referências

  1. Andrade, Claudionor Correa. Dicionário Teológico. Ed. CPAD 15ª edição 2006, RJ  
  1. Wollpert, Rudolfn Fischer. Léxico dos Papas. Ed. Vozes 1991, RJ
  1. Enciclopédia Barsa, Encyclopaedia Britannica Editores Ltda, Rio de Janeiro, 1998


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O que os jovens pensam sobre a igreja

Em 2009, a turma do  Intervenção Rio abordou 20 jovens e perguntou o que eles pensavam sobre igreja. Em 2011 repetiram a mesma pergunta! A pergunta é: Será que alguma coisa mudou?





domingo, 27 de novembro de 2011

Creio

Sola Scriptura
Afirmo que a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.
Nego que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação. 

Solus Christus
Afirmo que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.
Nego que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. 

Sola Gratia
Afirmo que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
Nego que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. 

 
Sola Fide
Afirmo que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.
Nego que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima. 

Soli Deo Gloria
Afirmo que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
Nego que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.




sábado, 26 de novembro de 2011

Importante Saber

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.