sábado, 31 de janeiro de 2015

Arminiano de coração e intelecto: uma entrevista com Silas Danie

Arminiano de coração e intelecto: uma entrevista com Silas Daniel

Por Gutierres Fernandes Siqueira
Última edição da revista Obreiro.
Periódico de teologia das ADs.




O teólogo Silas Daniel escreveu recente artigo intitulado “Em Defesa do Arminianismo” na revista Obreiro (ano 36, n° 68). Esse longo texto na principal revista teológica da denominação pentecostal tem causado algum barulho nas redes sociais e está sendo interpretado como uma reação à calvinização crescente de pentecostais, em especial de jovens obreiros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Inclusive, está prevista para os próximos meses a publicação da série The Works of James Arminius pela CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus). Sendo, assim, uma iniciativa inédita no mercado editorial evangélico.

No texto, Silas Daniel costura um panorama histórico da doutrina arminiana, rebate alguns mitos sobre a historiografia de Jacob Armínio e da doutrina que leva seu nome. O artigo traz novas informações sobre os primeiros embates entre calvinistas e arminianos no seio da iniciante Assembleia de Deus. Além disso, diferencia as vertentes mais radicais e moderadas do Calvinismo e encerra com a convicção arminiana, mas em tom conciliatório com a tradição reformada.

Nesta entrevista dada ao Blog Teologia Pentecostal ele compartilha conosco mais algumas impressões sobre a relação Arminianismo-Calvinismo e Pentecostalismo.

Silas Daniel é autor de vários livros como "Reflexões sobre a alma e o tempo", "História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil", "Habacuque - a vitória da fé em meio ao caos", "A Sedução das Novas Teologias" e "A História dos Hinos que Amamos", e "Os Doze Profetas Menores" (coautor), todos títulos da CPAD. Editor-chefe do Departamento de Jornalismo da CPAD. Serve como pastor-auxiliar na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Artur Rios, no bairro de Campo Grande, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Pr. Silas Daniel, teólogo e jornalista.
Foto de 2013
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Veja agora essa enriquecedora entrevista.

Blog Teologia Pentecostal- O artigo ““Em defesa do Arminianismo””, de sua autoria, publicado na principal revista teológica da Assembleia de Deus, surge em um momento onde se discute a crescente influência do Calvinismo nas fileiras assembleianas. Levando em conta esse contexto, podemos falar em uma “reação”? Se sim, esse crescimento calvinista entre pentecostais gera alguma preocupação para a identidade assembleiana?
Silas Daniel- Não há uma “reação” oficial da denominação, mas há, sim, a preocupação de alguns irmãos e obreiros assembleianos pelo país com esse aumento da influência do calvinismo no meio assembleiano. O meu artigo surge exatamente como reflexo disso, como fruto dessa preocupação. Ele é uma iniciativa pessoal minha, cuja publicação foi aprovada pela editora oficial da denominação justamente por (1) se reconhecer que há um aumento da influência calvinista no meio assembleiano, que (2) isso precisa ser abordado e que (3) o campo ideal para fazê-lo são as páginas da principal revista de reflexão teológica da denominação. Historicamente, a denominação sempre teve uma posição arminiana. Ela foi fundada por missionários que eram todos eles arminianos e que escreviam textos combatendo o calvinismo. O credo assembleiano, que tem apenas 46 anos, por ser imensamente enxuto, conciso, não entra nos detalhes sobre qual a posição oficial da denominação sobre a mecânica da salvação, mas é fato que, historicamente, sua liderança sempre defendeu a posição arminiana e, como lembrei no meu artigo, chegou até a excluir, em seus primeiros anos de vida, quem aderisse ao calvinismo. Sem falar nos centenas de artigos escritos em suas publicações oficiais nos últimos 100 anos combatendo o calvinismo e defendendo o arminianismo. Enfim, o arminianismo faz parte de nossa identidade.




É verdade que há o caso de alguns poucos teólogos e pensadores assembleianos de respeito no Brasil, os quais respeito muito, que, mais recentemente, defenderam particularmente uma posição que considero estranha, dizendo-se 0% calvinistas, mas não 100% arminianos. Olhando bem o posicionamento deles, vejo mais é um preciosismo em relação ao que acham que Arminius teria dito em relação a isso ou àquilo; na prática, são todos 100% arminianos. E independente da posição meio confusa de um ou outro particularmente, a posição oficial da denominação sempre foi arminiana.




Quanto à preocupação com a nossa identidade, ela é natural. O principal motivo da preocupação com a influência calvinista é a discordância doutrinária mesmo, mas claro que há também a preocupação com a nossa própria identidade. A identidade consiste em tudo aquilo que nos faz ser o que somos. A Assembleia de Deus é do jeito que é não apenas por ser pentecostal, mas por ser também arminiana. Se a Assembleia de Deus deixa de ser arminiana, ela se torna outra coisa, e não mais o que é. É equivocado pensar que uma denominação que deixa de ser arminiana para se tornar calvinista, e vice-versa, não vai sofrer alguma mudança em sua forma de ser. Claro que sofrerá! Há características históricas profundas na AD, e que são caras a ela, seja em sua forma de pregação ou mesmo na liturgia, que são reflexo justamente de seu arminianismo, assim como o calvinismo se reflete na liturgia e no formato da mensagem presbiterianos e congregacionais.




Por que há estudos acadêmicos sérios que mostram pontos de contato inequívocos entre o avivamento wesleyano do século 18 na Inglaterra e o pentecostalismo assembleiano no Brasil, como o célebre estudo desenvolvido pelo professor Luís Wesley de Souza? Não seria pelo fato de haver pontos de contato entre as cosmovisões teológicas wesleyana, de um lado, e pentecostal assembleiana brasileira, de outro? Enquanto isso, você não vai encontrar estudos que mostram profundos pontos de contato entre o calvinismo e o pentecostalismo assembleiano brasileiro. Ora, são todos irmãos em Cristo (metodistas, calvinistas, assembleianos), mas não há dúvida de que determinadas formas de ver ou enfatizar certos aspectos da doutrina bíblica acabam influenciando na forma de ser das igrejas, aproximando umas mais do que outras.




Da mesma forma que uma igreja que começa a se abrir ao pentecostalismo começa a ter sua liturgia afetada, uma igreja pentecostal que começa a se tornar calvinista começa também, aos poucos, a refletir essa mudança em sua liturgia, estilo de mensagens etc. Igrejas com mentalidade calvinista tendem, por exemplo, a serem mais formais em sua liturgia e mais avessas às manifestações pentecostais do que igrejas arminianas. Essa é uma das muitas preocupações, e ela não é baseada em teoria. É um dado empírico. Eu conheço uma denominação pentecostal, não vou dizer seu nome, cujos membros têm reclamado que, desde que ela passou oficialmente a ser calvinista, está passando por um processo de despentecostalização visível. Seus cultos perderam a espontaneidade, estão cada vez mais formais; as profecias passaram a ser desprezadas, os batismos no Espírito Santo começaram a se tornar raros. Sem falar dos perigos de alguns crentes descambarem para o fatalismo via adesão ao calvinismo.




Estou dizendo com isso que a Assembleia de Deus é “perfeita”? Que não temos nada para mudar para melhor? Que não precisamos refletir sobre nada referente à nossa forma de ser? Não, não é isso. Acho que devemos sempre estar refletindo com humildade sobre nossas virtudes e imperfeições; e nossa denominação, nas últimas décadas, tem melhorado positivamente em alguns aspectos justamente como fruto dessa reflexão. Em outras, ainda não. Essas mudanças são paulatinas, e é melhor que sejam assim mesmo, porque mudanças abruptas nunca fazem bem. Porém, é preciso sublinhar que essas mudanças nunca podem significar a perda de nossas raízes, da nossa espinha dorsal, da nossa essência, daquilo que realmente somos, e o arminianismo faz parte da essência assembleiana.




Além do mais, até entendo que um crente assembleiano possa ter particularmente convicções calvinistas, mas empenhar-se em um projeto de “calvinização” da denominação é demais. Não que eu conheça alguém particularmente empenhado nisso. Falo em hipótese. Se você já não se sente bem na Assembleia de Deus, se não se sente mais um assembleiano, se sente-se mais um calvinista do que assembleiano, é melhor sair da Assembleia de Deus e ir para uma igreja tradicional ou renovada calvinista. Pelo menos em favor da própria coerência.
TP)  Você afirma que um dos erros dos arminianos nas Assembleias de Deus foi enfatizar mais o combate ao calvinismo, muitas vezes de maneira um tanto amadora, do que afirmar ou reafirmar o arminianismo. Podemos falar apenas em uma “estratégia apologética mal focada” ou num desconhecimento dos teólogos assembleianos do seu próprio arminianismo, mesmo entre aqueles mais informados?
SD- Creio que pode ter havido isso também, como vemos no caso de alguns poucos que dizem que não são calvinistas, mas também não são 100% arminianos por real desconhecimento do que é o arminianismo; mas, no geral, foi mais a aplicação inconsciente de uma estratégia apologética equivocada. E esse erro só pode ser percebido agora porque foi apenas mais à frente que surgiu um contexto que favoreceu uma maior aproximação dos assembleianos em relação à teologia reformada, contexto este que descrevo no início do meu artigo na revista Obreiro. Foi somente quando esse novo contexto surgiu que se descobriu que essa estratégia era falha, porque ele provou que muitos assembleianos ou ainda não compreendiam direito o arminianismo ou não sabiam defender bem a sua posição. Além disso, como já disse, muitos batiam muito no velho calvinismo fatalista pensando que estavam batendo no calvinismo de forma geral, que é majoritariamente compatibilista.
TP) Sabemos que tradicionalmente a Assembleia de Deus no Brasil é arminiana, não há dúvidas sobre isso, mas essa teologia não está expressa em sua confessionalidade oficial. A confissão de fé das Assembleias de Deus no Brasil é muito concisa. Quando lemos os 14 pontos do “Cremos”, não é possível identificar qual seria a “mecânica” de salvação adotada pelo documento.  Embora você não coloque esse ponto no artigo como causa do aumento no número de calvinistas entre assembleianos, é possível afirmar que essa concisão acentuada da confessionalidade assembleiana ajuda nesse processo de “muitas vozes” teológicas no seio da denominação? Ou seja, um documento muito curto ajuda na multiplicidade de opiniões, na falta de unidade? Ou ainda, seria o caso da Assembleia de Deus no Brasil adotar um documento confessional e, portanto, oficial, mais amplo e detalhado?
SD- Sim, creio que essa concisão dá margens a essas “muitas vozes”. Aproveitando: a razão de nosso “Cremos” ser tão conciso assim se deve a fatores históricos. Durante um bom tempo, os líderes assembleianos brasileiros nunca sentiram internamente – no seio da denominação – uma real necessidade de um documento mais amplo. Não havia grandes divergências internas doutrinárias dentro da denominação. Também não havia muito contato com a teologia de fora. Era muito difícil, por exemplo, ver um assembleiano brasileiro estudando em seminários de outras denominações. Até o fim dos anos 70, a denominação colocava o seu ensino teológico informal acima do ensino formal de teologia dos seminários, mesmo os da própria denominação. Ora, historicamente, os credos só vão ficando mais encorpados quando a igreja que professa aquele credo percebe a necessidade de se enfatizar determinada doutrina que está sendo atacada. Se não há grandes ataques, o credo geralmente fica como está. E foi o que aconteceu.




Como até poucas décadas atrás as divergências teológicas e as heresias que surgiam na AD eram muito pontuais, sem afetar a denominação como um todo, ninguém pensou em ampliar o “Cremos”. Só mais recentemente é que tivemos fenômenos maiores, geralmente advindos da influência neopentecostal em nosso meio e que exigiram da liderança da AD a produção de longos documentos oficiais explicitando nosso posicionamento doutrinário sobre determinadas questões. A Comissão de Apologética da denominação é um reflexo desse novo momento. Ela foi formada a partir de 2001, isto é, só há 14 anos. E só de 2012 para cá surgiu a discussão do detalhamento do “Cremos”, que deve ser levada adiante nos próximos anos.




Outro detalhe é que alguns articulistas assembleianos antigos, já falecidos, interpretavam essa concisão do nosso “Cremos” de forma positiva, como uma suposta demonstração da virtuosa “não-formalidade pentecostal”. Só que eles se esqueciam que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ter uma confissão de fé mais elaborada não significa que seremos agora uma denominação liturgicamente mais formal. Sempre defendi que ter uma confissão de fé mais detalhada, que seja plenamente fiel às nossas raízes bíblicas e teológicas, não significa ter uma igreja mais formal. Significa resguardar mais a denominação de “ventos de doutrina”. Não basta ter o detalhamento de nossa doutrina distribuído espalhadamente em livros, revistas e jornais oficiais da denominação. É preciso ter esse detalhamento todo reunido e organizado em um só documento oficial. É mais prático. É uma questão de praticidade e, nesses dias de tanta confusão doutrinária, de necessidade também.
TP) Um ponto muito interessante do artigo é o conceito da contingência na presciência de Deus. Embora muitos pentecostais estejam bem distantes do Calvinismo, é comum na teologia popular certo fatalismo quando se trata de “causas e consequências”, especialmente diante de grandes tragédias. A frase “”Deus assim quis”” é muito comum sem levar em conta a lógica da afirmação em alguns contextos.  Por que o fatalismo e até certo determinismo é comum na teologia popular?
SD- É a velha confusão popular que é feita entre “vontade permissiva” e “vontade diretiva” de Deus. Muitos crentes acabam tratando tudo como “vontade diretiva”, embarcando, na prática, em um fatalismo, esquecendo os aspectos contigenciais dos acontecimentos e também o peso da responsabilidade humana em muitos casos. Isso acontece quase que invariavelmente em casos de tragédias, justamente porque tendemos a buscar explicações simplistas para acontecimentos chocantes, quando muitas vezes as explicações não são tão simples. Ou às vezes são e nós complicamos, mistificamos.
TP) Você dedica os quatro últimos parágrafos do texto a falar em um tom conciliatório, citando especialmente Charles Spurgeon, pregador calvinista e batista inglês. Chega até a afirmar que o Calvinismo honra a Deus, assim como o Arminianismo. Em tempos de debates acalorados na internet o que você, como arminiano convicto, tem aprendido dos calvinistas?
SD- Quando disse que o calvinismo honra a Deus tanto quanto o arminianismo, claramente estou me referindo ao calvinismo majoritário, compatibilista. É óbvio que o calvinismo compatibilista honra a Deus como o arminianismo, porque ambos reconhecem tanto a soberania de Deus quanto a responsabilidade humana, que são ensinadas nas Escrituras; ambos pregam fielmente a mensagem e o método da Salvação; ambos enfatizam a necessidade de se viver uma vida de santidade, de se pregar o Evangelho, de se fazer missões, de se viver a vontade de Deus etc. Não posso dizer o mesmo do calvinismo fatalista. Quanto ao que aprendi com os calvinistas, posso dizer que, em termos de teologia, não aprendi com eles mais do que aprendi com bons teólogos arminianos, mas isso não significa que não tenha visto muita coisa boa. É óbvio que vi. Há muita coisa boa e enriquecedora na teologia reformada, mas o que me chama mais a atenção mesmo nos autores calvinistas clássicos não é tanto seus “insights” teológicos. Dos grandes cristãos do passado que eram calvinistas, chama-me mais a atenção suas vidas: sua paixão por Deus, pela pureza, pela santidade de Deus, pelo viver para glória de Deus.




Lembro quando nos anos 80 li pela primeira vez “Heróis da Fé” (CPAD) do missionário assembleiano Orland Spencer Boyer. Fui tocado pelo testemunho de vida dos homens de Deus ali apresentados, e a maioria deles era de calvinistas. Isso me fez buscar mais sobre esses homens, e foi assim que li as obras de Lutero, as obras de John Bunyan, Richard Baxter, os sermões e livros de Spurgeon, os sermões copilados de Whitefield, sermões e principais obras de Jonathan Edwards. Depois li John Owen, Matthew Henry, e os nossos contemporâneos Martin Lloyd-Jones e J. I. Packer. Mergulhei de cabeça nos puritanos, em sua história, em suas obras, de maneira que, no início dos anos 90, já havia lido tudo deles e sobre eles que pude encontrar no Brasil e até um pouco do muito que se tem deles lá fora. Nessa época, era leitor assíduo da revista “Os Puritanos”, que não sei nem se ainda existe. Isso faz 20 anos ou mais. Contudo, nada disso me tornou um calvinista. Ainda hoje adquiro obras desses grandes homens e toca-me sua devoção e alguns “insights” teológicos. Assim como tocam-me a vida e os escritos de arminianos como os irmãos Wesley, Moody, Tozer e Ravenhill, dentre outros. Aliás, sempre achei, sob muitos aspectos (não em todos), esse embate entre calvinistas e arminianos uma perda de tempo, preferindo mais aproveitar a riqueza que há na produção de ambos os lados do que ficar me detendo nas diferenças. Essa minha atitude levou até alguns colegas meus arminianos a pensarem equivocadamente, alguns anos atrás, que eu era um “calvinista enrustido”. Bobagem! Quem me conhece sabe que sempre fui um arminiano convicto. Apenas sempre me senti incomodado com essa história de dizer que um excelente livro que é de autoria de um calvinista não presta porque é escrito por um calvinista. Há obras magníficas escritas por grandes cristãos calvinistas como por grandes cristãos arminianos. Usufruamos dessa riqueza de ambos os lados!
TP) O Arminianismo muitas vezes é dividido entre o “do “intelecto”” e “do “coração””, sendo o primeiro preocupado em se adequar ao espírito moderno e às demandas do Iluminismo em particular. Muitos arminianos no século XVII seguiram essa tendência liberal. Hoje, o liberalismo teológico é pequeno, mas crescente no Brasil, mesmo entre os pentecostais. Como o arminianismo “”do coração”” pode responder de maneira eficaz ao liberalismo usando o próprio arminianismo?
Entendo o sentido dado a esses termos pelos autores que estabelecem essa divisão, mas não a acho correta. O chamado “arminianismo do intelecto”, na verdade, é uma referência à ala de seguidores de Arminius que acabaram se afastando do pensamento original de seu mentor, inspirados pela onda racionalista que nascia em seus dias e que culminaria na febre iluminista que viria logo em seguida. Aqueles que permaneceram fieis ao pensamento original de Arminius, que era totalmente ancorado nas Escrituras, não são arminianos apenas “de coração”, mas “de intelecto” também, e obviamente não no sentido empregado pelos autores que preconizam essa divisão dentro do arminianismo. É esse arminianismo original, “do coração e do intelecto”, que pode responder de maneira eficaz ao liberalismo teológico de ontem e de hoje.

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